quarta-feira, abril 13, 2011


Tropa de Elite 2 - O "vilão" que vira herói

Acabei de visionar este retrato social do Brasil intitulado Tropa de Elite 2.
Sinceramente, não tenho palavras para descrever tamanho murro no estômago.
Esta sequela supera em larga escala o 1º da saga Tropa de Elite 1 não só, pela história extremamente bem construída com um ritmo frenético e de uma realidade que o próprio espectador foge das balas e se esquiva de algum movimento mais brusco.
Com o sistema 3D de certeza que muitos passariam a maior parte do filme com a cabeça agachada e e protegida pelo banco da frente.
Esta história retrata a realidade dos BOPE que sendo vilões e protegendo a população dos traficantes, dos sem lei, dos bandidos segura a ordem de uma possível ruptura no tecido de segurança nacional. Será que proteger os bandidos e banindo esta forma de actuar trará beneficios?
A própria policia conseguirá resistir à tentação do bagulho?
Muitas destas questões e outras serão respondidas nos 116 minutos, pois tal como o titulo envoca "O Inimigo agora é outro"
Mais uma relíquia dos nossos irmãos brasileiros que nos presenteiam sempre com o melhor, são títulos destes que em conjunto com outros Carandiru, Estomâgo, Autocarro 174, Cidade de Deus entre outros fazem do portfólio brasileiro um cartão de visita ao cinema sul americano. O que há de comum entre eles?Sim é a violência, mas não deixa de ser uma realidade.
Obrigado irmãos por este retrato.

Senão gostarem do que foi escrito sempre tem alternativa.

sábado, março 12, 2011


Carancho

Trago-vos até vós um filme argentino que esteve em exibição no Fantasporto 2011 e que ganhou o prémio de melhor realizador Pablo Trapero.
É um filme contagiante e de um ritmo frenético que nos dá a conhecer o mundo obscuro das seguradoras que têm lucros anuais muitas vezes por vias menos próprias.Os actores, Ricardo Darín e Martina Gusman estão alinhados com o ritmo do filme e transportam para o espectador a sensação de pesar, de alegria, de paixão e de ódio. Vigaristas que ganham dinheiro a enganar os números anuais e proveitos estrondosos que só se observam em países com elevada percentagem de economia paralela. A argentina sendo um país sul americano padece desta realidade que já assombrou países como a Grécia e que continua a denegrir a economia italiana e não só.
Recomendo esta película sul americana que ao pertencer a esta parte do globo me apraz dizer que como já o disse anteriormente que a indústria cinematográfica desta região se tornará (se não o já o é) uma nova vaga de bom cinema.

Três vivas ao cinema sul americano, espero que o cinema lusitano siga estas pisadas.